segunda-feira, 28 de março de 2011

Nossos Atos Diários

São breves meditações em Atos dos Apóstolos. Disponíveis no site da IBEC.

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Israel

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

OS REQUISITOS PARA UMA IGREJA MADURA

“Esforcem-se para preservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4.3)

No domingo passado (10/out) o Pr. Nelson Bomilcar nos brindou com uma pregação sobre a Igreja. Conduziu-nos à introspecção sobre como temos pensado e agido em relação a ela. Pensando nisso, nos lembramos de que a Igreja é a família de Deus (Ef 2.19), e para constituir esta família Ele deu o próprio sangue (At 20.28). Certamente, como toda família, a Igreja tem problemas. São diferentes posicionamentos doutrinários, divergências em opiniões administrativas, diferentes gostos musicais, divergências em opiniões culturais, entre outros.

Mas seus problemas não a isentam de suas responsabilidades. O Novo Testamento se refere à Igreja dizendo que ela é a Noiva do Cordeiro (Ap 19.6-9). Significa que ela está sendo preparada para se apresentar ao Senhor, sendo adornada pelos atos dos santos. Nós fazemos parte de uma igreja local, mas somos parte da Igreja atemporal. Tendo este privilégio em vista, precisamos atentar para alguns requisitos para uma igreja madura.

Precisamos ter consciência da necessidade da unidade (v.3; 13). A grande marca da Igreja é a existência e manutenção da unidade entre pessoas de origens, culturas e opiniões diferentes (Jo 17.20, 21). Esta unidade existe pela obra do Espírito Santo, todavia, é nossa responsabilidade lutarmos para preservar esta unidade. O esforço para preservar a unidade é a paz.

Há muitos críticos das igrejas locais, e também da Igreja atemporal. Em muitos casos, as críticas promovem mais a destruição do que a edificação. Vemos e ouvimos pessoas que se dizem cristãs se denegrindo mutuamente. Encontramos líderes ‘cristãos’ que precisam falar mal de outras igrejas para enaltecer as suas. Onde está a paz nessas atitudes? Onde está o senso de que Jesus é o Senhor da Igreja, e não nós?

Falhamos ao pensar que a Igreja é nossa propriedade. Ela pertence ao Senhor Jesus Cristo. Nós somos Igreja por graça Dele, que nos chamou para nos assentarmos ao redor de Sua mesa. Retribuiremos essa graça com discórdias e difamações? Não! Devemos retribuir essa graça nos esforçando para que a Igreja de Jesus seja edificada.

A edificação da Igreja acontece quando seus membros baixam suas armas, e se tornam pacificadores. Se esforçar para preservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz é cooperar com a obra do Espírito Santo. Por implicação, não se esforçar para preservar a unidade é agir contra a obra do Espírito Santo.

Para sermos pacificadores e lutadores pela causa da unidade, é preciso: reconhecer a nossa responsabilidade pessoal no Corpo de Cristo (v. 11, 12); saber que necessitamos conhecer mais a Jesus, o Filho de Deus (v.13); ter firmeza para resistir às falsas doutrinas (v.14); saber usar os instrumentos: a verdade e o amor (v.15); estar consciente da necessidade do crescimento em Cristo (v.15); saber que necessitamos do envolvimento de todos os membros (v.16); saber que somos responsáveis pelo nosso desenvolvimento (v.16).

Que nossa reflexão sobre a Igreja esteja apenas começando. Que pensar e agir em relação à Igreja seja uma ação contínua e não nos percamos em nossas idéias sobre ela. Que viver Igreja seja uma experiência agradável e prazerosa. Que descubramos a paz. Que sejamos agentes da paz. Que, através da paz, encontremos a alegria de sermos Igreja.

Israel Mazzacorati

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O CLAMOR PELA JUSTIÇA

“[...] venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu.” (Mt 6.10).

Servimos ao Justo Juiz (Sl 7.11). Sabemos que é da vontade de Deus que a justiça seja realizada entre os seres humanos. A Palavra de Deus é clara em nos alertar quanto à necessidade de orar pelos nossos governantes, para que haja justiça (I Tm 2.1, 2), e também para que nós sejamos praticantes da justiça (Mq 6.8).

Em poucos dias iremos às urnas para investir de autoridade pessoas que pouco conhecemos. Não podemos saber se governarão justamente. Não há garantia de que cumprirão suas promessas de campanha. Não sabemos se serão corrompidos pelo poder e tomados por ganância e vaidade. Para agravar a situação, a fama dos políticos brasileiros não é das melhores, e o histórico sugere que, de alguma maneira, eles falharão. Quanto ao futuro, aparentemente, estamos com as mãos atadas.

Muito antes de existir os partidos que disputam as eleições no Brasil, já havia um ser humano corrupto por causa do pecado. Não se deve culpar um partido pela corrupção nacional, tampouco sacralizar outro por apresentar idéias ‘cristãs’. Não podemos nos esquecer de que a corrupção não está nos partidos, mas no coração das pessoas que estão por trás de todos os partidos. A corrupção faz parte do ser humano (Jr 17.9; Jó 15.14-16), e a justiça dos seres humanos não vale nada perante Deus (Is 64.6).

Onde, então, devemos buscar a justiça verdadeira? Jesus nos deu a resposta em Mt 6.10: “venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”. O mundo carece da justiça que provém do trono de Deus. O mundo precisa da justiça perfeita e absoluta que só pode ser encontrada plenamente no Reino de Deus.

Como Igreja de Jesus Cristo, o Senhor dos senhores, não podemos deixar esta verdade escapar de nossas vistas: Jesus Cristo é justo! E por sermos o Seu povo, em nós deve ser encontrada a verdadeira justiça. Nós, os chamados para viver no Reino de Deus, somos as pessoas que oram pela justiça. Não uma justiça provisória, ou uma justiça para alguns poucos privilegiados da sociedade. Não. Somos o povo que clama pela justiça que é vontade de Deus. Pedimos que Sua vontade seja realizada na terra, assim como ela é plenamente realizada no céu.

Não devemos deixar que a injustiça, a corrupção e a impunidade deste mundo nos tirem a esperança. A função da Igreja na sociedade não se limita em ir às urnas, e muito menos orar pelas autoridades somente em períodos de eleição, mas devemos orar insistentemente (At 12.5). Orar insistentemente não significa orar aos gritos e somente nos momentos de culto, com frases soltas ao ar. Significa traduzir em palavras dirigidas a Deus, e de modo constante, o nosso mais profundo e sincero desejo de ver a vontade Dele, a justiça e o reinado de Deus, operando entre nós, e fundamentalmente, através de nós.

Por que depositar nossa esperança em um mundo mais justo? Não seria esta uma utopia? Será que Deus fará isto acontecer? A verdade é que Deus já enviou o Seu Filho, a maior expressão de Seu amor, graça e justiça, para viver no lugar mais corrupto, injusto, podre, soberbo e impune da face da terra: o nosso coração.

Israel Mazzacorati